Semana da Páscoa

Uma reflexão dos eventos da Semana da Páscoa. Que nessa semana possamos estudar sobre a última semana mortal do Salvador do mundo. Oro para que o Espírito confirme aos homens a divindade da vida de Jesus Cristo.

Entrada Triunfal

Domingo

Na Festa dos Tabernáculos, que comemorava a libertação de Israel e entrada na terra prometida, o povo cantava as palavras do Salmo 118 e agitava ramos de palmeira. Jesus Cristo entra triunfantemente em Jerusalém;as multidões bradavam “Hosana” e espalhavam ramos de palmeira no caminho do Senhor, demonstrando assim a sua compreensão de que Jesus era o mesmo Jeová que outrora libertara Israel (Salm. 118:25–26; Mt. 21:9, 15; Mc. 11:9–10; Jo. 12:13). Não é a primeira vez que Ele entra na cidade. Sua missão de três anos O levou por toda a Terra Santa, onde Ele ensinou, operou milagres e espalhou a luz de Seu evangelho. Mas desta vez, Jesus Cristo está Se preparando para realizar Seu maior milagre.

Como tudo o que Ele fez, a entrada de Jesus Cristo cumpre uma profecia. Sua chegada em Jerusalém é uma poderosa evidência de que Deus cumpre Suas promessas a Seus filhos. Nosso Pai Celestial providenciou um caminho para vencermos o pecado e a morte — por meio de Seu Filho, Jesus Cristo.

LER | Mateus 21:1-11 | Marcos 11:1-10 | João 12:12-16 |

Purificação do Templo

Segunda-Feira

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No Templo Jesus vê vários mercadores comprando e vendendo, alguns encontraram meios de lucrar com o arrependimento, os quais vendiam animais para holocausto, tornando um momento de purificação do homem em uma feira.Falando com inconfundível autoridade, Ele ordena que saiam.

A purificação do templo em Jerusalém foi um ato de bravura. Podemos nos encher de coragem sabendo que Jesus Cristo fez o que sabia ser o certo, sendo ou não popular. Quando O seguimos, recebemos forças para fazer o mesmo.

LER | Mateus 21:12-13 | Marcos 11:11 |

Ensinar em Jerusalém

Terça-Feira

A presença de Jesus em Jerusalém não passou despercebida pelas autoridades. Elas tentam desacreditá-Lo pois O veem como uma ameaça. No Monte do Templo, questionam Jesus na esperança de encontrar alguma coisa que possam usar contra Ele. Mas as respostas inspiradas de Jesus revelam que não há crimes, e Seus inimigos apenas recebem descrédito.

A despeito de uma imensa oposição, o trabalho de Jesus Cristo segue em frente. Por causa de Seu grande amor por nós, não temos de enfrentar os obstáculos da vida sozinhos. Quando buscamos Sua ajuda, podemos superar até mesmo os maiores desafios.

LER | Mateus 21:14-17 | Marcos 11:12-19 | João 12:17-50 |

Quarta-Feira

Os eventos da quarta-feira são desconhecidos. Mas, ao invés de se concentrar onde Jesus estava, podemos nos concentrar nos ensinamentos de Jesus durante Seu ministério.

Jesus Cristo foi o Mestre dos mestres. Ao abrir nosso coração a Ele, encontraremos respostas para as perguntas mais importantes da vida. Mas, ao fazer isso, devemos ser como Seus discípulos: humildes e sinceros.

LER | Mateus 21:18-46 | Marcos 11:20-33 | Sermão da Montanha (Mateus 57) |

Jesus celebra a Páscoa

Quinta-Feira

Jesus celebra a Páscoa com Seus apóstolos, que é conhecida como a Última Ceia, a última refeição de Jesus. Nesta mesma noite ainda Jesus Cristo lava os pés dos Doze e institui a ordenança do Sacramento, conhecida como o Sacramento da ceia do Senhor.

Jesus veio. com os Doze, e juntos sentaram-se para a última refeição da qual o Senhor partilharia antes de Sua morte. Pressionado por uma emoção profunda, “disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus. E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse; Tomai-o, e reparti-o entre vós; porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus.” O pronunciamento de uma bênção pelo hospedeiro sobre um copo de vinho que depois era passado ao redor da mesa para cada um dos participantes por sua vez, era a forma costumeira de iniciar-se a ceia da páscoa. Nessa refeição solene, Jesus parece ter observado os pontos essenciais do procedimento pascal; mas não temos relato de que houvesse transigido com os inúmeros requisitos adicionais com que o memorial da libertação de Israel do cativeiro havia sido acumulado por costumes tradicionais e prescrições rabínicas. Conforme veremos, os acontecimentos daquela noite no cenáculo abrangeram muito além da ordinária comemoração de uma festividade anual.

A ceia decorreu sob condições de tensa melancolia. Enquanto comiam, o Senhor pesarosamente comentou: “Em verdade vos digo que um dentre vós, que comigo come, há de trair-me.” A maioria dos apóstolos caiu num estado de introspecção e um após outro exclamaram: “Porventura sou eu?”

(…)

Deixando a mesa, o Senhor tirou a vestimenta de cima e cingiu-se com uma toalha à guisa de avental. Então, tendo-Se munido de uma bacia com água, ajoelhou-Se diante de cada um dos Doze, lavou-lhes os pés e os enxugou com a toalha.
(…)
Havendo retomado Suas vestes e retornado ao Seu lugar à mesa, Jesus frisou o significado do que havia feito, dizendo: “Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.”

(…)

Enquanto Jesus estava ainda à mesa com os Doze, tomou um pão e tendo reverentemente dado graças e pela bênção o santificado, deu um pedaço a cada um dos apóstolos, dizendo: “Tomai, comei, isto é o meu corpo”; ou de acordo com a narrativa mais extensa: “Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim”. Então, tomando um copo de vinho, deu graças e o abençoou, e lhes deu com a ordem: “Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até àquele dia em que o beba de novo convosco no reino de meu Pai.” Nessa forma simples mas impressiva, foi instituída a ordenança conhecida desde essa época como o sacramento da Ceia do Senhor. O pão e o vinho, devidamente consagrados pela oração, tornam-se os emblemas do corpo e sangue do Senhor, para serem comidos e bebidos reverentemente, e em memória Dele.

Os acontecimentos na instituição deste rito sagrado foram, mais tarde, revelados a Paulo, o apóstolo, cujo testemunho escrito quanto ao seu estabelecimento e santidade está de acordo com as narrativas dadas pelos autores dos evangelhos. Como será mostrado mais adiante, a ordenança foi instituída pelo Senhor entre os nefitas no continente ocidental, tendo sido restabelecida na presente dispensação. Durante a era tenebrosa da apostasia, mudanças não autorizadas foram introduzidas na administração do sacramento, e muitas doutrinas falsas quanto à sua significação e efeito foram promulgadas.

(Jesus, O Cristo, James E. Talmage, Capítulo 33: A Última Ceia e a Traição)

LER | Mateus 26:1-19-34 | Marcos 14:12-31 | João 13 |

O Jardim do Getsemani

Quinta-Feira

Jesus Cristo e os Doze vão, após a ceia, até um jardim tranquilo chamado Getsemani. Mas o que acontece em seguida Jesus deve suportar sem eles. Ele ora e é tomado por uma agonia incomensurável, “sofrimento que fez com que [Ele], Deus, o mais grandioso de todos, tremesse de dor e sangrasse por todos os poros; e sofresse, tanto no corpo como no espírito” (D&C 19:18). A agonia foi tamanha que é registrado que o Pai se retirou e enviou um anjo para fortalece-lo, Miguel é a provável identidade do anjo. Este é o início do auge de sua missão sagrada. Ele toma sobre Si os pecados do mundo.

Mesmo tendo vivido uma vida perfeita, Jesus Cristo pagou o preço por todos os nossos pecados. Era um sacrifício que somente Ele poderia fazer, e Ele o fez de Sua própria vontade — por você, por todos nós. Sem este sacrifício todos estaríamos condenados. Sendo assim Cristo convida a todos os homens que se arrependam, para que não sofram como ele.

LER | Mateus 26:1-35-55 | Marcos 14:32-52 | João 17 |

SUGESTÃO ADICIONAL: O Poder Purificador do Getsemani (Bruce R. McConkie)
Um Discurso Clássico sobre a Expiação. Este foi o último
discurso proferido pelo Elder Bruce R. McConkie, um
Apóstolo do Senhor nesses últimos dias. Através deste
discurso o Espirito confirma a doutrina mais básica e
fundamental do evangelho, e a menos compreendida
de todas as nossas verdades reveladas.

 

O Julgamento e a Crucificação

Sexta-Feira

Na madrugada de sexta-feira, Jesus foi entregue nas mãos das autoridades locais. Foi preso e condenado por falsas acusações, depois de vários interrogatórios injustos, para satisfazer uma multidão enfurecida, foi sentenciado a morrer na cruz do Calvário.  Ele morre na cruz naquela tarde, tendo Seus discípulos e acusadores presentes como testemunhas.

“Ora os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-Lhe a morte.”h Se “todo o conselho” significava um quórum legal, que poderiam ser vinte e três ou mais, ou a presença total dos setenta e dois sinedristas, há pouca importância. Qualquer sessão do sinédrio à noite, e mais ainda para considerar uma acusação capital, violava diretamente a lei judaica. De igual modo era ilegal o conselho considerar tal acusação em dia de sábado, de festa, ou na véspera de qualquer desses dias. No sinédrio, todos os membros eram juízes; o corpo judicial destinava-se a ouvir o testemunho e, de acordo com esse testemunho e nada mais, tomar uma decisão, em cada caso devidamente apresentado. Os acusadores deveriam comparecer pessoalmente, e receber uma advertência preliminar contra a prestação de falso testemunho. Todo aquele que se defendesse, deveria ser considerado e tido como inocente até ser declarado culpado dentro do devido procedimento. Entretanto, no falso julgamento de Jesus, os juízes não só procuraram testemunhas, mas especificamente tentaram encontrar testemunhas falsas. Embora muitas testemunhas falsas tivessem aparecido, não havia contudo “testemunho” contra o Prisioneiro, porquanto os perjuros subornados não conseguiam chegar a um acordo entre si mesmos; e até os próprios sinedristas sem lei hesitavam em violar abertamente a exigência fundamental de que, pelo menos duas testemunhas concordantes testificassem contra a pessoa acusada, pois que, de outra forma, o caso deveria ser encerrado.

(Jesus, O Cristo, James E. Talmage, Capítulo 34: O Julgamento e a Condenação)

Por fim, num monte chamado Calvário, sob o olhar dos discípulos impotentes, a cruz foi erguida para que todos vissem. Os céus escureceram. Trevas cobriram a terra por três horas, e ficou pregado por este tempo. Quando o martírio expiatório chegara ao fim — e a vitória fora conquistada e o Filho de Deus cumprira a vontade de Seu Pai em todas as coisas — Ele disse então: “Está consumado” (João 19:30) e voluntariamente entregou o espírito.

Por Jesus Cristo ter experimentado um sofrimento tão profundo, Ele tem uma empatia perfeita por nós quando estamos sofrendo, seja física ou espiritualmente. Por ter vencido a morte para viver novamente, Ele tem o poder de nos ajudar a superar os desafios de nossa vida, não importa quão tenebrosas e difíceis as coisas possam parecer.

Ele deu Sua vida para expiar os pecados de toda a humanidade. Seu sacrifício foi uma grandiosa dádiva vicária em favor de todos os que viveriam sobre a face da Terra.

LER | Mateus 26:1-35-75 | Marcos 14:32-72;15:1-41 | João 17, 18 e 19 |

O Sepulcro

Sábado

Na noite anterior, o corpo de Jesus Cristo foi colocado no sepulcro. As escrituras nada falam sobre o dia depois de Sua crucificação.

Provavelmente foi um dia de profunda reflexão para Seus seguidores e familiares. Da mesma forma, você e sua família estão convidados a pensar verdadeiramente sobre o que Jesus Cristo passou e por que Ele estava disposto a assim fazer.

LER | Marcos 15:42-47 | João 19:31-42 |

A Ressurreição

Domingo

Voltando-se da cripta funerária que, embora iluminada no momento pela presença angélica, para ela parecia vazia e desolada, percebeu outro Personagem parado junto a si. Ela ouviu sua pergunta compassiva: “Mulher, por que choras? Quem buscas?” Mal erguendo o rosto lacrimoso para o Inquiridor, mas supondo vagamente que se tratasse do jardineiro, e que tivesse conhecimento do que havia sido feito do corpo do seu Senhor, exclamou: “Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei.” Ela sabia que Jesus havia sido enterrado num sepulcro emprestado, e se o corpo já fora removido daquele lugar de repouso, ela estava pronta a providenciar outro. “Dize-me onde o puseste”, rogava ela.
Era Jesus a quem ela falava, seu amado Senhor, embora ela não o soubesse. Uma palavra de Seus lábios redivivos transformou-lhe a agoniante tristeza em júbilo estático. “Disse-lhe Jesus: Maria!” A voz, o tom, o terno acento que ela havia ouvido e amado nos dias primeiros, ergueram-na das desesperadoras profundezas em que havia mergulhado. Voltou-se, e viu o Senhor. Num transporte de júbilo, estendeu os braços para O abraçar, dizendo somente a palavra carinhosa de adoração, “Raboni”, significando: meu Amado Mestre. Jesus interceptou sua impulsiva manifestação de reverente amor, dizendo: “Não me detenhas,d porque ainda não subi para meu Pai”, e acrescentou, “mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.”

(Jesus, O Cristo, James E. Talmage, Capítulo 37: A Ressurreição e a Ascensão)

Ele é Jesus. O Cristo vive, venceu a morte e ressuscitou, e porque Ele vive, todos viveremos novamente. Porque Ele vive, não somente no terceiro dia, mas hoje, todos os dias, podemos encontrá-Lo.

LER | Mateus 28 | Marcos 16 | João 20 e 21 |

FONTES
 Mormons.org PORQUE ELE VIVE
 Jesus, O Cristo, James E. Talmage 
Vídeos da Bíblia

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2 Resultados

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  1. Joaquim Brandini Neto disse:

    Um artigo muito interessante, fez eu refletir o que pode significar quando dizemos no domingo ou antes ” Feliz Páscoa para você e sua família ” . Muito bom e obrigado.

  2. Cristiano Santana disse:

    Great, awesome!!

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